quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão
Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês
Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói
Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e é de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és
Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor
Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock?n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é em mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há, e do que não há em mim
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão
Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês
Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói
Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e é de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és
Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor
Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock?n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é em mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há, e do que não há em mim
O Quereres, Caetano Veloso
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
ano velho
As coisas são contínuas. Pra mim.
Pra mim, a solene e cruel espontaneidade do calor e água é contínua;
não possui marcos, talvez picos e, às vezes, marcas.
Marcas de tirania ou histeria ou saudade ou de mobília velha
ou de diacronia.
Bem, não só da velha.
Pra mim, a solene e cruel espontaneidade do calor e água é contínua;
não possui marcos, talvez picos e, às vezes, marcas.
Marcas de tirania ou histeria ou saudade ou de mobília velha
ou de diacronia.
Bem, não só da velha.
Sem estrondos. Prefiro esperar pela primavera...
sábado, 17 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
quase
Quase pedi-lhe que ficasse. Não como nos velhos tempos, mas que simplesmente permanecesse ali na outra ponta do colchão.
Minha incoerência abriu as comportas; gotas e gotas advindas de uma gama de impressões diversas e controversas — vergonha, certeza e revolta aos abraços com conformismo, arrependimento e serenidade, além das frivolidades maçantes de cada dia, me fizeram arder os olhos.
Felizmente, foi um "quase". No contrário, pulariam os globos das órbitas se houvesse ainda o patético.
Minha incoerência abriu as comportas; gotas e gotas advindas de uma gama de impressões diversas e controversas — vergonha, certeza e revolta aos abraços com conformismo, arrependimento e serenidade, além das frivolidades maçantes de cada dia, me fizeram arder os olhos.
Felizmente, foi um "quase". No contrário, pulariam os globos das órbitas se houvesse ainda o patético.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
hell yeah, frankie
"O rock'n'roll é a forma de expressão mais brutal, pervertida e repugnante, maliciosa, devassa e, verdade seja dita, francamente obscena... um afrodisíaco de odor nauseante... a trilha sonora de todo delinquente da superfície da Terra."
F. Sinatra, ao NY Times
sábado, 20 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
presságio
Posterior à palavra não dita,
à protelação receosa,
maldita garganta fechada;
Quando, sob a falta de luz
na interseção da imagem ilícita da carne trêmula e túrgida
em plena ausência de nossos falsos halos sagrados,
a vista umedece,
Os trilhos guinchando, vibrando, a pressão sobe.
A ventania, o trem que está por vir,
anunciados estão — ainda que nada se veja.
à protelação receosa,
maldita garganta fechada;
a pressão cai.
Quando, sob a falta de luz
na interseção da imagem ilícita da carne trêmula e túrgida
em plena ausência de nossos falsos halos sagrados,
a vista umedece,
a pressão cai.
Os trilhos guinchando, vibrando, a pressão sobe.
A ventania, o trem que está por vir,
anunciados estão — ainda que nada se veja.
E a pressão cai.
domingo, 7 de agosto de 2011
de temps à autre...
Passei a odiar os dias de folga, quando o vento não era tanto quanto necessário para me secar o rosto nem o ócio saudável o bastante para me entreter.
Ainda vejo, todos os dias, seus pertences, uma pilha que chega quase ao peitoril, e me pergunto por que razão ele não haveria de vir buscá-los de uma vez. O oco que tomaria o lugar do maldito montão casaria perfeitamente do silêncio que tomou o lugar de sua voz.
Saudosa estou das vezes em 1923.
Ainda vejo, todos os dias, seus pertences, uma pilha que chega quase ao peitoril, e me pergunto por que razão ele não haveria de vir buscá-los de uma vez. O oco que tomaria o lugar do maldito montão casaria perfeitamente do silêncio que tomou o lugar de sua voz.
Saudosa estou das vezes em 1923.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
concisão II
Não cessara o som dos pingos da água que não deixa de escorrer torneira, ou o das folhas farfalhando ao longe, no fim da rua; ainda abrem e fecham a geladeira, os carros ainda fazem estardalhaço ao passar pela viela estreita. Nada disso foi alterado; ele ainda é capaz de ouvir cada um desses sons e muito mais. Mas cessaram-se as voltas. Aquelas, noturnas.
Ele agora não deixa a casa — pelo menos enquanto não volta à labuta. Vagueia pelo lar enquanto seus espectros o seguem, em fila e por ordem de tamanho. Impossível livrar-se deles, de qualquer maneira, o que significa claustrofobia: todos no mesmo cômodo, cedo ou tarde, às acotoveladas; quase sempre um sorriso de escárnio ou de desprezo no rosto daqueles que se consideram invencíveis e irredutíveis. Ele procura agora uma maneira de não somente amansá-los, como também extingui-los, se possível. Como disse ele próprio, vai achar o braço que perdeu.
Já se pode ver o rastro de sangue no chão — o resultado de remover novos velhos cacos das solas de seus pés. E o sangue não é só dele, porque fomos um só.
Ele agora não deixa a casa — pelo menos enquanto não volta à labuta. Vagueia pelo lar enquanto seus espectros o seguem, em fila e por ordem de tamanho. Impossível livrar-se deles, de qualquer maneira, o que significa claustrofobia: todos no mesmo cômodo, cedo ou tarde, às acotoveladas; quase sempre um sorriso de escárnio ou de desprezo no rosto daqueles que se consideram invencíveis e irredutíveis. Ele procura agora uma maneira de não somente amansá-los, como também extingui-los, se possível. Como disse ele próprio, vai achar o braço que perdeu.
Já se pode ver o rastro de sangue no chão — o resultado de remover novos velhos cacos das solas de seus pés. E o sangue não é só dele, porque fomos um só.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
TRÍPTICO
I
Transforma-se o amador na coisa amada com seu
feroz sorriso, os dentes,
as mãos que relampejam no escuro. Traz ruído
e silêncio. Traz o barulho das ondas frias
e das ardentes pedras que tem dentro de si.
E cobre esse ruído rudimentar com o assombrado
silêncio da sua última vida.
O amador transforma-se de instante para instante,
e sente-se o espírito imortal do amor
criando a carne em extremas atmosferas, acima
de todas as coisas mortas.
Transforma-se o amador. Corre pelas formas dentro.
E a coisa amada é uma baía estanque.
É o espaço de um castiçal,
a coluna vertebral e o espírito
das mulheres sentadas.
Transforma-se em noite extintora.
Porque o amador é tudo, e a coisa amada
é uma cortina
onde o vento do amador bate no alto da janela
aberta. O amador entra
por todas as janelas abertas. Ele bate, bate, bate.
O amador é um martelo que esmaga.
Que transforma a coisa amada.
Ele entra pelos ouvidos, e depois a mulher
que escuta
fica com aquele grito para sempre na cabeça
a arder como o primeiro dia do verão. Ela ouve
e vai-se transformando, enquanto dorme, naquele grito
do amador.
Depois acorda, e vai, e dá-se ao amador,
dá-lhe o grito dele.
E o amador e a coisa amada são um único grito
anterior de amor.
E gritam e batem. Ele bate-lhe com o seu espírito
de amador. E ela é batida, e bate-lhe
com o seu espírito de amada.
Então o mundo transforma-se neste ruído áspero
do amor. Enquanto em cima
o silêncio do amador e da amada alimentam
o imprevisto silêncio do mundo
e do amor.
II
Não sei como dizer-te que minha voz te procura
e a atenção começa a florir, quando sucede a noite
esplêndida e vasta.
Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos
se enchem de um brilho precioso
e estremeces como um pensamento chegado. Quando,
iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado
pelo pressentir de um tempo distante,
e na terra crescida os homens entoam a vindima
— eu não sei como dizer-te que cem ideias,
dentro de mim, te procuram.
Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros
ao lado do espaço
e o coração é uma semente inventada
em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia,
tu arrebatas os caminhos da minha solidão
como se toda a casa ardesse pousada na noite.
— E então não sei o que dizer
junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio.
Quando as crianças acordam nas luas espantadas
que às vezes se despenham no meio do tempo
— não sei como dizer-te que a pureza,
dentro de mim, te procura.
Durante a primavera inteira aprendo
os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstracto
correr do espaço —
e penso que vou dizer algo cheio de razão,
mas quando a sombra cai da curva sôfrega
dos meus lábios, sinto que me faltam
um girassol, uma pedra, uma ave — qualquer
coisa extraordinária.
Porque não sei como dizer-te sem milagres
que dentro de mim é o sol, o fruto,
a criança, a água, o deus, o leite, a mãe,
o amor,
que te procuram.
III
Todas as coisas são mesa para os pensamentos
onde faço minha vida de paz
num peso íntimo de alegria como um existir de mão
fechada puramente sobre o ombro.
— Junto a coisas magnânimas de água
e espíritos,
a casas e achas de manso consumindo-se,
ervas e barcos altos — meus pensamentos criam-se
com um outrora lento, um sabor
de terra velha e pão diurno.
E em cada minuto a criatura
feliz do amor, a nua criatura
da minha história de desejo,
inteiramente se abre em mim como um tempo,
uma pedra simples,
ou um nascer de bichos num lugar de maio.
Ela explica tudo, e o vir para mim —
como se levantam paredes brancas
ou se dão festas nos dedos espantados das crianças
— é a vida ser redonda
com seus ritmos sobressaltados e antigos.
Tudo é trigo que se coma e ela
é o trigo das coisas,
o último sentido do que acontece pelos dias dentro.
Espero cada momento seu
como se espera o rebentar das amoras
e a suave loucura das uvas sobre o mundo.
— E o resto é uma altura oculta,
um leite e uma vontade de cantar.
I
Transforma-se o amador na coisa amada com seu
feroz sorriso, os dentes,
as mãos que relampejam no escuro. Traz ruído
e silêncio. Traz o barulho das ondas frias
e das ardentes pedras que tem dentro de si.
E cobre esse ruído rudimentar com o assombrado
silêncio da sua última vida.
O amador transforma-se de instante para instante,
e sente-se o espírito imortal do amor
criando a carne em extremas atmosferas, acima
de todas as coisas mortas.
Transforma-se o amador. Corre pelas formas dentro.
E a coisa amada é uma baía estanque.
É o espaço de um castiçal,
a coluna vertebral e o espírito
das mulheres sentadas.
Transforma-se em noite extintora.
Porque o amador é tudo, e a coisa amada
é uma cortina
onde o vento do amador bate no alto da janela
aberta. O amador entra
por todas as janelas abertas. Ele bate, bate, bate.
O amador é um martelo que esmaga.
Que transforma a coisa amada.
Ele entra pelos ouvidos, e depois a mulher
que escuta
fica com aquele grito para sempre na cabeça
a arder como o primeiro dia do verão. Ela ouve
e vai-se transformando, enquanto dorme, naquele grito
do amador.
Depois acorda, e vai, e dá-se ao amador,
dá-lhe o grito dele.
E o amador e a coisa amada são um único grito
anterior de amor.
E gritam e batem. Ele bate-lhe com o seu espírito
de amador. E ela é batida, e bate-lhe
com o seu espírito de amada.
Então o mundo transforma-se neste ruído áspero
do amor. Enquanto em cima
o silêncio do amador e da amada alimentam
o imprevisto silêncio do mundo
e do amor.
II
Não sei como dizer-te que minha voz te procura
e a atenção começa a florir, quando sucede a noite
esplêndida e vasta.
Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos
se enchem de um brilho precioso
e estremeces como um pensamento chegado. Quando,
iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado
pelo pressentir de um tempo distante,
e na terra crescida os homens entoam a vindima
— eu não sei como dizer-te que cem ideias,
dentro de mim, te procuram.
Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros
ao lado do espaço
e o coração é uma semente inventada
em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia,
tu arrebatas os caminhos da minha solidão
como se toda a casa ardesse pousada na noite.
— E então não sei o que dizer
junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio.
Quando as crianças acordam nas luas espantadas
que às vezes se despenham no meio do tempo
— não sei como dizer-te que a pureza,
dentro de mim, te procura.
Durante a primavera inteira aprendo
os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstracto
correr do espaço —
e penso que vou dizer algo cheio de razão,
mas quando a sombra cai da curva sôfrega
dos meus lábios, sinto que me faltam
um girassol, uma pedra, uma ave — qualquer
coisa extraordinária.
Porque não sei como dizer-te sem milagres
que dentro de mim é o sol, o fruto,
a criança, a água, o deus, o leite, a mãe,
o amor,
que te procuram.
III
Todas as coisas são mesa para os pensamentos
onde faço minha vida de paz
num peso íntimo de alegria como um existir de mão
fechada puramente sobre o ombro.
— Junto a coisas magnânimas de água
e espíritos,
a casas e achas de manso consumindo-se,
ervas e barcos altos — meus pensamentos criam-se
com um outrora lento, um sabor
de terra velha e pão diurno.
E em cada minuto a criatura
feliz do amor, a nua criatura
da minha história de desejo,
inteiramente se abre em mim como um tempo,
uma pedra simples,
ou um nascer de bichos num lugar de maio.
Ela explica tudo, e o vir para mim —
como se levantam paredes brancas
ou se dão festas nos dedos espantados das crianças
— é a vida ser redonda
com seus ritmos sobressaltados e antigos.
Tudo é trigo que se coma e ela
é o trigo das coisas,
o último sentido do que acontece pelos dias dentro.
Espero cada momento seu
como se espera o rebentar das amoras
e a suave loucura das uvas sobre o mundo.
— E o resto é uma altura oculta,
um leite e uma vontade de cantar.
HELDER, Herberto. Ou O Poema Contínuo.
São Paulo: A Girafa Editora, 2006.
sábado, 16 de julho de 2011
sábado, 9 de julho de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
veio a mim
A: Você tem sido humana demais.
B: Como?
A: Humana demais.
C: Isso não é uma coisa boa?
A: Para quem tem vocação para masoquismo, talvez.
B: Como?
A: Humana demais.
C: Isso não é uma coisa boa?
A: Para quem tem vocação para masoquismo, talvez.
terça-feira, 10 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
vandalismo
Meu coração tem catedrais imensas,
Templos de priscas e longínquas datas,
Onde um nume de amor, em serenatas,
Canta a aleluia virginal das crenças.
Na ogiva fúlgida e nas colunatas
Vertem lustrais irradiações intensas
Cintilações de lâmpadas suspensas
E as ametistas e os florões e as pratas.
Como os velhos Templários medievais
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses templos claros e risonhos ...
E erguendo os gládios e brandindo as hastas,
No desespero dos iconoclastas
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!
Templos de priscas e longínquas datas,
Onde um nume de amor, em serenatas,
Canta a aleluia virginal das crenças.
Na ogiva fúlgida e nas colunatas
Vertem lustrais irradiações intensas
Cintilações de lâmpadas suspensas
E as ametistas e os florões e as pratas.
Como os velhos Templários medievais
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses templos claros e risonhos ...
E erguendo os gládios e brandindo as hastas,
No desespero dos iconoclastas
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!
Augusto dos Anjos
segunda-feira, 2 de maio de 2011
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